Não, não estou com TPM, e isso é o pior. O dia começou como toda sexta-feira... Difícil para acordar, mas depois que lembrei que era sexta tudo melhorou. E caminhou na rotina já esperada. Uma chuva de verão próxima da hora de sair do trabalho para não fugir do normal, mas que teve piedade e deu uma trégua até chegar em casa.
Não sei em que momento tudo se tornou maior e mais pesado, mas a aula de dança estava quase sendo riscada da minha programação do dia quando decidi vencer o desânimo. Cheguei atrasada e me arrependi de ter ido, logo nos primeiros segundos. Percebi que hoje não era um dia bom para interagir, mas como já estava lá ‘entrei na dança’, literalmente. Até consegui dar boas risadas, porque dançar não é meu forte!
Já que eu tinha me convencido a sair de casa, resolvi malhar depois da dança, o que também não foi uma boa ideia, ainda mais por estar sem jantar. Enfim, antes que eu desmaiasse na academia, voltei para casa. Eu estava cansada, chateada, com fome, e ainda tive a 'sorte' de dividir o elevador com um vizinho que segurava uma pizza quentinha, cheirosa... Quase consegui identificar o sabor da pizza naqueles poucos minutos de tortura. Para me deixar mais arrasada, ele falou que tinha malhado pela manhã, porque sempre acordava às 6h no maior pique para malhar. Fiquei com muito ódio dele!
Imagina se eu tivesse acordado às 6h para malhar? Naquele momento eu também poderia estar livre, leve e solta (e de banho tomado) para comer uma pizza! Mas não... Eram quase 22h30 e eu ainda precisava pensar no que fazer para comer, já que o lanche que eu costumava jantar diariamente estava dando sinais de que não me fazia mais bem. Na verdade, bem ele nunca fez, mas agora estava fazendo mal. Enquanto eu pensava no jantar, também pensava em sair para aproveitar meu último final de semana de férias, antes do Carnaval. Realmente não consegui tomar boas decisões.
Parti para o preparo do jantar antes que eu desmaiasse. Queria comer algo saudável, o que é um baita desafio – pelo menos na minha geladeira. Cozinhei batatas e cenouras. Quando ficaram prontas, quase 23h30, nos entreolhamos e percebemos que não tinha mais nada para acrescentar ao preparo. Nada que minha criatividade estivesse preparada para criar e eu não estava disposta à recorrer ao google. Durante esse dilema, caiu uma tempestade para me conformar por não ter saído de casa.
Como as batatas e as cenouras cozidas estavam muito tristes sozinhas, resolvi pegar o peito de peru e o queijo em fatias, que eu usava para fazer meu lanche, e os fritei na manteiga! Acho que o que estava me fazendo mal nos dias anteriores era o pão de forma, certeza! Muitos grãos saudáveis dão nisso... Que minha amiga nutricionista Vivian não leia esse desabafo.
Esse foi meu jantar à meia-noite, em uma sexta-feira solitária e chuvosa. Uma experiência culinária quase britânica, que me causou várias reflexões e indagações do tipo: ‘O que as pessoas que moram sozinhas fazem para se alimentar?’ Se a cozinha não é um lugar em que me identifico, hoje eu estava sem uma mísera inspiração. Minha mãe teria vergonha de mim... E como eu tenho saudade dela!
...realmente quando o dia começa mal temos de pensar: Dia de treinamento!!! dia de exercitar a tolerância, paciência, maturidade, enfim,dia de treinar sentimentos que vamos esquecendo no nosso atarefado cotidiano!!
ResponderExcluire aí vai uma dica do chef: cozinhe seus legumes ao dente com um pouco de sal, escorra, coloque no refratário junto com cubos de queijo e presunto,e jogue por cima um molho branco com creme de leite. Coloque no forno pra gratinar uns 15 minutos. rsrsrsr vale pra todos legumes e macarrão....bjusssss