Não
tenhamos dúvidas de que a globalização trouxe uma exposição infinitamente maior
de todas as mazelas da sociedade. Fica até difícil entender se o mundo está
mais violento ou se apenas temos essa impressão porque antes não existia tanta
informação como hoje.
Independente
da resposta, é, e sempre será, estarrecedor ver atrocidades em família: pais
que matam os filhos e filhos matando os pais, além de abusos cometidos por
familiares. O mundo não acabou em todas as previsões já feitas, mas a cada
acontecimento brutal desse tipo parece que ele está acabando, e pior: de
maneira lenta e dolorosa.
Dinheiro,
rebeldia, cansaço, ciúme, ingratidão... Nada justifica uma barbárie,
principalmente em pessoas do mesmo sangue. Fica evidente a falta de Deus no
coração e, para os ateus, amor e paz. Posso estar sendo um tanto romântica, mas
a família devia ser uma união indestrutível, independente dos problemas que
cada uma tenha. Erros deveriam ser perdoados da mesma forma que acertos
comemorados e dificuldades vencidas.
Arrependimento?
Não sei se existe. Pena de morte? Seria uma opção, solução não sei, mas não
traria vidas de volta. Em muitos momentos, principalmente nesses, desejo a
implantação da pena de morte no Brasil, pensando justamente na cadeira
elétrica, atingida pela revolta que esses casos transmitem, mas, Infelizmente
lembro de como corrupta são as políticas do Brasil e reflito que muitos
inocentes seriam punidos no lugar dos que têm dinheiro.
Essa
indignação aflorou mais nas últimas semanas, ao ler, no mesmo dia, duas
matérias de casos polêmicos: Gil Rugai, condenado por matar o pai e a madrasta,
cumprirá apenas um sexto da pena em regime fechado (se é que ele vai ficar todo
esse tempo na prisão); e do casal Nardoni, condenados por jogar a filha (uma
CRIANÇA!) da janela do apartamento, que querem novo julgamento. E alguém duvida
que eles logo serão soltos?
Notícias
como essas causam uma tremenda revolta nos “homens de bem”, aqueles que fazem
parte de uma sociedade solidária, que muitas vezes reparte o que não tem e que
é presa se roubar uma galinha para matar a fome do filho.
Para
fechar com “chave de ouro”, minutos antes de finalizar esse texto, mais uma
notícia: um bebê de sete meses foi arremessado da sacada de um prédio pela
própria mãe, que tentou jogar a outra filha de dois anos da janela. Por Deus, o
bebê não morreu, mas ficou internado em estado grave. Alguém explica?