Sempre sonhei em fazer uma massagem relaxante... daquelas que demoram horas e você acaba dormindo de tão anestesiada, mas nunca quis investir meu dinheiro nisso.
Num belo dia de trabalho, em meio à arrumação dos meus arquivos, uma colega de trabalho me entrega um “vale massagem” que pediram que ela entregasse a todos os funcionários. Nossa! Que maravilha! Parecia que alguém adivinhou que eu estava precisando!
Nem fiz perguntas sobre meu vale, com certeza era propaganda para atrair mais clientes para o estúdio de beleza, e mais que depressa liguei para marcar minha massagem. Fui avisada que precisaria ir de biquíni ou levar um short. Decidi por um short e fui toda empolgada!
Quando cheguei ao estúdio, uma senhora me recepcionou e me mostrou todo o lugar. Detalhe: nem uma alma viva para contar história. Devia ser o horário... Apesar de 18h ser um horário sempre disputado em academias e centros de beleza. Talvez fosse o dia da semana... Não sei, não estava preocupada, só queria minha massagem. Acompanhei a senhora até um quarto, onde seria realizada minha massagem. Ela pediu que eu colocasse o short e ficasse só de soutien, e retirou-se.
Fiquei esperando a minha massagista. A porta se abriu e eu me deparei com alguém que não me era estranha. Na verdade, era bem estranha e me deixou numa situação bem delicada. Digamos que minha massagista gosta mais do que o normal de mulheres. Tudo bem que estamos no século XXI, nada contra a opção sexual de cada um, mas o fato de uma mulher que gosta de mulheres ficar passando a mão em mim foi algo que me deixou bem tensa, para não dizer desesperada!
À meia luz, com uma música ambiente suave, eu deitei e ouvi um “relaxa”, palavra que me deixou ainda mais tensa! Durante todo o tempo eu tentava entender o que eu estava fazendo ali, pensando que ninguém do meu trabalho havia comentado que tinha ganhado um vale massagem... Seria uma armadilha para mim? Quando ela me pediu para ficar de bruços e abriu o fecho do meu soutien foi a pior parte. Os cinqüenta minutos da massagem relaxante foram os mais demorados da minha vida e sai de lá mais tensa do que quando entrei. Outro presente de grego? Nunca mais!
(escrito em 18.01.2009)