terça-feira, 27 de agosto de 2013

Um lugar inspirador


Era uma sexta-feira que prometia terminar bem gelada quando ela andava pela Rua Augusta, em São Paulo. Havia marcado de encontrar uma turma, mas, por incrível que pareça, estava adiantada para o horário combinado. Meio sem rumo, lembrou de uma ótima opção para investir o tempo que restava: uma livraria. E não era apenas uma livraria, era a livraria. Alguns andares, várias poltronas e uma infinidade de almas sedentas por conhecimento. O ambiente fervilhava às 18h daquele dia... Um dia em que muitos estariam no bar para o tão esperado ‘happy hour’.

Mas ao adentrar naquele local, teve a impressão de que as pessoas haviam saído correndo do trabalho direto para lá. Disputavam civilizadamente poltronas e puffs distribuídos em todos os ambientes, até mesmo algumas partes do chão eram concorridas. As pessoas conversavam sobre autores, histórias, desejos de comprar mais livros... Realmente, sempre que visitava aquela livraria, ela se sentia diferente e naquele dia não poderia ser de outro jeito.

Todo o cenário, a variedade de opções para leitura, aquelas pessoas sentadas devorando livros, como se não existisse mundo ao redor, uma sede de conhecimento, era impossível não ser inspirador, parecia que aquele ambiente pertencia a um universo paralelo. Entrava em um conflito de pensamentos incrível. Queria muito ler, de tudo, ao mesmo tempo, e rápido. Era como se quisesse consumir tudo o que não aproveitou até ali, nos seus quase 30 anos de vida. As milhares de páginas distribuídas nos mais diversos gêneros literários e até mesmo os estilos que não gosta, mas sabe que seria importante conhecer.

Foi subindo as escadas vagarosamente, observando aqueles que pareciam se transportar para outro mundo enquanto suas pernas se dobravam no chão, a coluna pendia para um dos lados e os olhos fixavam as páginas de uma obra. A cena precisava ser gravada, mais precisamente digitada, mas nem um papel para rascunho ela carregava na bolsa. Tentava congelar todas as cenas e, principalmente, aquele sentimento.

Após percorrer todos os andares, encontrou uma única poltrona abandonada. Provavelmente não devia estar assim há muito tempo, e foi nela que resolveu continuar sua observação. Ela não sabe quanto tempo permaneceu ali, mas foi o suficiente para pensar em muita coisa, para imaginar como seria a vida de cada um, o que devia atrair tanto a atenção e quais eram os sonhos de cada um que estava mergulhado naquela fascinante leitura.

Por uma fração de segundo, ela bateu o olhar no relógio e viu que havia se atrasado para o encontro. Era hora de ir embora, mas queria contar aquela visita. Dias depois, colocou Bob Marley como fundo musical para inspiração e os dedos em ação. Não conseguiria descrever toda a sensação vivida naquele dia, muito se perderia no caminho, mas talvez a melodia ajudaria a tocar sua alma.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

A saga das camas


Então, quando eu pensei que a novela havia acabado... Estava só começando!

Dia frio, não. Dia geladíssimo. Mas dia de resolver alguns probleminhas e isso era ótimo! Na correria da madrugada, esqueci de deixar a chave do apartamento na portaria para que a empresa responsável pela coleta da cama com defeito, que não agendou data, retirasse a cama.

Por conta disso, para garantir que a transportadora não perdesse a viagem novamente, liguei (e consegui falar, o que é raro) para informar que o produto não poderia ser retirado naquele dia. No entanto, quem me atendeu falou que o responsável me ligaria quando chegasse, o que não aconteceu e na correria do trabalho acabei esquecendo.

Enfim, mesmo assim o dia seria produtivo, pois iriam buscar minha antiga cama para doação e chegaria a nova. Liguei na portaria para saber se tudo estava correndo bem... detalhe, tive o cuidado de ligar para verificar. Por coincidência, liguei bem na hora que estavam retirando a cama e a responsável pela portaria avisou que a nova havia chegado.

Maravilha! Mesmo a montadora não dando certeza que conseguiria montá-la no mesmo dia, já eram dois problemas resolvidos... faltaria chegar o colchão e devolver a cama com defeito. Ao chegar em casa, a surpresa! Confesso que passou pela a minha cabeça que a situação pudesse acontecer, mas logo analisei que seria impossível: a transportadora veio buscar a cama com defeito, que estava devidamente embalada como a empresa exigiu, e levou a cama velha, sem embalagem alguma!

Era muito para um dia só! Para completar, no momento em que eu ouvia, chocada, o porteiro contar (já haviam trocado de turno na portaria), chegaram os rapazes para pegar a cama para doação... Minha cara? De paisagem, claro!

Corro para casa, ligo para a transportadora torcendo para me atenderem (repito, é algo raro) e logo consigo explicar a confusão. Promessa de desfazer a troca no dia seguinte e mais orações pela frente. O que me consola é que não fizeram o contrário: entregaram a cama nova para doação, porque esses sim, não desfazem a troca! rs


*Não parece, mas sim, é uma história real.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Talvez a TPM explique

Antes de chegar ao dia em que fiquei atacada, diga-se de passagem, pela TPM, voltarei um pouco na história para situá-los melhor. Comprei uma cama pela internet. Sim, pela internet, como já comprei outros móveis que vieram desmontados e atenderam às minhas expectativas. Nunca tive preconceitos e nem problemas com isso, e dessa vez também não deveria ser diferente.

Entrega no prazo e material esperado. O grande problema não foi a compra, mas sim, o fabricante. Mais especificamente a burrice dele ou a ‘economia’ de madeira na cama que vem embaixo da que eu comprei (aqueles modelos com cama auxiliar). Pois bem, ao montar a cama de baixo, seguindo a ordem do mega manual de meia folha que tem apenas desenhos e sinalização com números, me deparei com a surpresa!

Existia um vão de quase 10 cm entre uma cama e outra, definitivamente horrível! Tem quem não ligue, mas eu ligo sim e detestei, muito. Pode parecer que eu busco a perfeição, talvez, mas não era a cama que eu esperava. Como na foto a cama auxiliar aparecia aberta e com o colchão, não dava para visualizar nitidamente essa diferença e, por já ter tido duas camas desse modelo, não imaginei que alguém fabricasse uma coisa tão mal feita, ou de tão mau gosto!

Enfim, olhei algumas vezes e aquilo continuava me incomodando, mas trocar o produto não passava pela minha cabeça... até acordar um dia, digamos, um pouco “atacada”. No sétimo dia do recebimento da cama, e último para acionar a troca, entrei em contato com a empresa e solicitei a devolução. Mesmo sabendo que meu namorado iria ficar louco ao saber, já que passamos o final de semana todo montando aquela bendita cama!