Antes de chegar ao dia em que
fiquei atacada, diga-se de passagem, pela TPM, voltarei um pouco na história
para situá-los melhor. Comprei uma cama pela internet. Sim, pela internet, como
já comprei outros móveis que vieram desmontados e atenderam às minhas
expectativas. Nunca tive preconceitos e nem problemas com isso, e dessa vez
também não deveria ser diferente.
Entrega no prazo e material
esperado. O grande problema não foi a compra, mas sim, o fabricante. Mais
especificamente a burrice dele ou a ‘economia’ de madeira na cama que vem
embaixo da que eu comprei (aqueles modelos com cama auxiliar). Pois bem, ao
montar a cama de baixo, seguindo a ordem do mega manual de meia folha que tem
apenas desenhos e sinalização com números, me deparei com a surpresa!
Existia um vão de quase 10 cm
entre uma cama e outra, definitivamente horrível! Tem quem não ligue, mas eu
ligo sim e detestei, muito. Pode parecer que eu busco a perfeição, talvez, mas
não era a cama que eu esperava. Como na foto a cama auxiliar aparecia aberta e com
o colchão, não dava para visualizar nitidamente essa diferença e, por já ter
tido duas camas desse modelo, não imaginei que alguém fabricasse uma coisa tão
mal feita, ou de tão mau gosto!
Enfim, olhei algumas vezes e aquilo
continuava me incomodando, mas trocar o produto não passava pela minha
cabeça... até acordar um dia, digamos, um pouco “atacada”. No sétimo dia do
recebimento da cama, e último para acionar a troca, entrei em contato com a
empresa e solicitei a devolução. Mesmo sabendo que meu namorado iria ficar
louco ao saber, já que passamos o final de semana todo montando aquela bendita
cama!
A troca era simples: eu precisaria desmontar, embalar, esperar até 18 dias úteis para a coleta do produto, sem agendamento de retirada, e ainda esperar a empresa receber o material para então ter estornado o valor no meu cartão de crédito, em até dois meses. É, a compra é fácil, mas a troca é bem difícil.
A troca era simples: eu precisaria desmontar, embalar, esperar até 18 dias úteis para a coleta do produto, sem agendamento de retirada, e ainda esperar a empresa receber o material para então ter estornado o valor no meu cartão de crédito, em até dois meses. É, a compra é fácil, mas a troca é bem difícil.
Bom, eu estava decidida e quando
decido algo não gosto de mudar de ideia, torna-se uma questão de orgulho. De
imediato pesquisei no Google montadoras de móveis e pedi o orçamento de três.
Claro que dessa vez não teria a ajuda do meu namorado e, se eu pedisse para ele
montar outra cama, correria o risco de ficar solteira, então achei melhor não
arriscar. Afinal, uma boa cama ainda é mais fácil de arrumar do que um bom namorado!
Ao responder a última pergunta do
atendente do chat, se realmente queria cancelar a compra, o meu sim foi decisivo. Namorado, amiga,
irmã... todos contra a minha decisão. No decorrer do dia comecei a calcular
todo o transtorno que teria: desmontar, pagar para isso, esperar a coleta,
estorno do valor, etc. Percebi que a dor de cabeça seria maior do que o vão de
10 cm entre as duas camas. Horas depois, cancelei o pedido de devolução. Provavelmente
naquele dia eu devo ter sido assunto na hora do cafezinho na empresa: “a louca
da cama”. Decidi que compraria uma colcha para esconder aquele vão do meu campo
de visão e seria feliz.
Um dia depois, logo pela manhã
enquanto eu estava no trabalho, meu celular toca: a transportadora estava no prédio
que moro para retirar a cama e levar para devolução! De um prazo interminável e
inexistente que a empresa informou para um atendimento em menos de 48h, quem
diria! Explicar para o cara foi meio complicado, mas ele entendeu que perdeu a
viagem...
Mas faltava montar as duas
gavetas da cama. Sim, é uma espécie de “cama armário”: tem baú, gavetas e a
cama auxiliar embaixo... típico de uma ariana que gosta de praticidade! Gaveta
montada, vamos ao encaixe... e, surpresa! Quem disse que o tamanho da gaveta
estava certo? As gavetas vieram menores do que o espaço dedicado a elas. Agora o
problema não era mais um vão estético e nem a TPM, era defeito!
Inacreditável! Pensei seriamente
em escrever um livro, já que aqui eu apenas resumi a história que também
envolveu ligações a outro fabricante e à outra empresa em busca de informações
sobre uma segunda opção de cama, para analisar se valia a pena a troca (antes
de identificar o defeito, claro).
Agora a cama está dividida em três
pedaços, devidamente embalados, decorando a minha sala e à espera da empresa vir
coletá-la. Estou dormindo no chão, na semana considerada a mais fria do ano em
São Paulo desde o ano 2000, e esperando também a entrega da outra cama que
comprei, pela internet, já que eu até gosto de dormir no chão... Mas nunca se
sabe quando pode aparecer uma barata!
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