segunda-feira, 18 de março de 2013

Pais e Filhos


Não tenhamos dúvidas de que a globalização trouxe uma exposição infinitamente maior de todas as mazelas da sociedade. Fica até difícil entender se o mundo está mais violento ou se apenas temos essa impressão porque antes não existia tanta informação como hoje.

Independente da resposta, é, e sempre será, estarrecedor ver atrocidades em família: pais que matam os filhos e filhos matando os pais, além de abusos cometidos por familiares. O mundo não acabou em todas as previsões já feitas, mas a cada acontecimento brutal desse tipo parece que ele está acabando, e pior: de maneira lenta e dolorosa.

Dinheiro, rebeldia, cansaço, ciúme, ingratidão... Nada justifica uma barbárie, principalmente em pessoas do mesmo sangue. Fica evidente a falta de Deus no coração e, para os ateus, amor e paz. Posso estar sendo um tanto romântica, mas a família devia ser uma união indestrutível, independente dos problemas que cada uma tenha. Erros deveriam ser perdoados da mesma forma que acertos comemorados e dificuldades vencidas.

Arrependimento? Não sei se existe. Pena de morte? Seria uma opção, solução não sei, mas não traria vidas de volta. Em muitos momentos, principalmente nesses, desejo a implantação da pena de morte no Brasil, pensando justamente na cadeira elétrica, atingida pela revolta que esses casos transmitem, mas, Infelizmente lembro de como corrupta são as políticas do Brasil e reflito que muitos inocentes seriam punidos no lugar dos que têm dinheiro.

Essa indignação aflorou mais nas últimas semanas, ao ler, no mesmo dia, duas matérias de casos polêmicos: Gil Rugai, condenado por matar o pai e a madrasta, cumprirá apenas um sexto da pena em regime fechado (se é que ele vai ficar todo esse tempo na prisão); e do casal Nardoni, condenados por jogar a filha (uma CRIANÇA!) da janela do apartamento, que querem novo julgamento. E alguém duvida que eles logo serão soltos?

Notícias como essas causam uma tremenda revolta nos “homens de bem”, aqueles que fazem parte de uma sociedade solidária, que muitas vezes reparte o que não tem e que é presa se roubar uma galinha para matar a fome do filho.

Para fechar com “chave de ouro”, minutos antes de finalizar esse texto, mais uma notícia: um bebê de sete meses foi arremessado da sacada de um prédio pela própria mãe, que tentou jogar a outra filha de dois anos da janela. Por Deus, o bebê não morreu, mas ficou internado em estado grave. Alguém explica?

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