quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A teoria é linda, a prática nem tanto


Comemorei mais uma virada de ano, graças a Deus. Nem todos conseguiram isso. Isso já é um motivo para comemorar, sim. Principalmente se você tem saúde, família, amigos, emprego e consegue dar boas risadas dos problemas da vida. Parece papo de mãe, ou daquela tia que te visita vez ou outra, mas a cada ano é mais perceptível como elas estão certas.

No entanto, as coisas não vão se transformar como magia só porque bateu meia-noite do dia 1º de janeiro... algo parecido, que eu me lembre, aconteceu apenas na estória da Cinderela, e ainda teve efeito negativo. Mas é fato que sentimentos de esperança e motivação se acendem dentro de muitas pessoas nessa época.

Todo começo, de tudo, traz uma sensação de que será diferente, melhor, uma nova etapa. E é nesse clima que listas são criadas, mesmo que mentalmente, com objetivos, desejos, metas e até as pendências do ano anterior, para que, desta vez, tudo seja diferente, “saia do papel”.

Ok, você está disposta a fazer tudo diferente e começa o ano no gás! No segundo dia de janeiro está praticamente tudo parado, provavelmente influenciado pela ressaca da virada. Mesmo que você queira começar seu ano acelerada, não dá. Então fica para o outro dia... e você acaba observando que só consegue começar a riscar sua listinha na segunda semana do ano, quando as coisas estão voltando, lentamente, ao normal.

A terceira semana já traz o dia 20, que, neste ano, fiquei sabendo que é considerado o dia mais triste do ano, segundo o estudo do psicólogo da Universidade de Cardiff, no País de Gales, Cliff Arnall. Não sei se foi coincidência ou a notícia influenciou meu subconsciente, mas à noite eu fiquei bem chateada. Porque, de acordo com a pesquisa acontece “queda da motivação e uma crescente cobrança para realizar coisas” nesta data. E foi então que observei que ainda não havia conseguido riscar itens importantes na minha listinha, não havia fugido da rotina ou feito algo diferente.

Os dias não desaceleram e o mês acaba. Ainda me agarro à sensação de que “vou começar fevereiro diferente, janeiro foi uma adaptação ao novo ano”. Mas enfim, faltam algumas horas do sexto dia do segundo mês acabar, um dia com muitos planos abalados por meia hora numa agência bancária para tentar resolver um problema que me causaram, mais meia hora na tentativa de solucioná-lo pelo internet bank e mais meia hora no telebanco. E assim mais um dia é riscado do calendário, sem eliminar pendências ou conseguir algo novo. E você? Como tem lidado com seu desejo de mudança? 


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